sábado, 5 de abril de 2014

Braga - Convento, Colégio e Igreja dos Congregados, também denominado «da Congregação de São Filipe Néri»

Convento, Colégio e Igreja dos Congregados, também denominado ""da Congregação de São Filipe Néri"
 
 Braga (São José de São Lázaro e São João do Souto)
Endereço : Avenida Central
 
 
No contexto das arquitecturas projectadas por André Soares, a fachada da igreja dos Congregados é aquela que o importante historiador norte-americano, Robert Smith, definiu como a sua "obra mais emocionada" (SMITH, 1973, p. 32). Na realidade, esta frontaria marca um percurso que se desenvolveu no sentido da abstracção, afastando-se das sua obras iniciais, ligadas à influência rocaille. Iniciada com a Casa da Câmara, em 1753, esta linha evolutiva carcateriza a terceira fase da carreira de André Soares, e a igreja dos Congregados é um dos seus melhores exemplos (PEREIRA, 1989, p. 456). Ainda que apenas lhe seja atribuída, pois não conhecemos documentação que permita confirmar a sua autoria.
 
 
 


 
 


























 
Contudo, a presença da Congregação do Oratório em Braga é bem anterior, remontando à segunda metade do século XVII, quando o cónego João de Meira Carrilho convidou os oratorianos a estabelecer-se na cidade (OLIVEIRA, 1988, p. 5), com a aprovação do arcebispo D. Luís de Sousa (ROCHA, 1996, p. 118). As primeiras instalações provisórias situavam-se perto da Sé, mas desde 1687 que os padres oratorianos se encontram no Campo de Sant'Ana, em acomodações que muito depressa se revelaram demasiado pequenas para o crescimento da Congregação (ROCHA, 1996, p. 118).
Nesta remodelação, foi também construída uma nova igreja, no local onde antes se erguia o oratório. Os trabalhos tiveram início em 1703, sendo a obra orientada por Manuel Fernandes da Silva (SMITH, 1973, p. 31), que foi, com certeza, o autor do projecto (ROCHA, 1996, p. 120). De acordo com os estudos recentes de Manuel Joaquim Moreira da Rocha, a "espacialidade do edifício" é característica de Manuel Fernandes da Silva, bem como determinados pormenores, entre os quais se destacam os nichos do arco cruzeiro, de tradição maneirista, conforme a sua formação (ROCHA, 1996, p. 120). Por outro lado, é evidente a monumentalidade exigida pela Congregação, bem visível na uniformidade do espaço, e ao nível das dimensões do arco cruzeiro.
Todavia, a sagração do templo ocorreu apenas em 1717, depois de estarem concluídas a capela-mor e parte da nave. Na realidade, os dados de que dispomos revelam a morosidade das obras e, no mapa da cidade, de 1750, a frontaria ainda não existia (SMITH, 1972, est. 21).
A intervenção seguinte terá sido da responsabilidade de André Soares, que trabalhou neste projecto entre 1758 e 1766, e do qual resultou uma frontaria marcada pelo eixo central, cujo verticalismo foi acentuado pelas pilastras laterais. Entre estas, rasgam-se diversos vãos de moldura ondulada, que emprestam grande tensão ao conjunto. O próprio remate do edifício denota a mesma tendência ondulada que emana dos restantes vãos e, principalmente, do janelão central, cuja forma se assemelha a uma fechadura (SMITH, 1973, p. 31). Encontramos nesta composição um gosto pelas formas maciças, em detrimento de um decorativismo mais delicado, que Soares empregou no início da sua carreira, como se pode verificar, entre outros, na denominada Casa do Raio, em Braga.
As torres que ladeiam a fachada são posteriores à intervenção de André Soares, pois não chegaram a ser terminadas. A sua conclusão ocorreu apenas no século XX, tomando como modelo as da Igreja de São Miguel de Refóios, em Cabeceiras de Basto (SMITH, 1973, p. 55).
Ainda neste complexo conventual, subsiste outra obra de André Soares - a capelinha-oratório de Nossa Senhora da Aparecida. Esta, apresenta uma planta de cruz grega, muito bem proporcionada, destacando-se o retábulo de talha dourada, muito possivelmente desenhado pelo arquitecto na década de 60 do século XVIII. A abóbada, de secção elíptica e remate de lanternim, denota "um verdadeiro exagero de ilusionismo quase guarinesco, único no seu género em todo o país" (SERRÃO, 2003, p. 271).
( IGESPAR - Rosário Carvalho)
 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Braga - Palácio do Raio

 
O Palácio do Raio
 
Também referido como Casa do Mexicano localiza-se na freguesia de São José de São Lázaro, cidade e concelho de Braga, distrito de mesmo nome, em Portugal. É um dos mais notáveis edifícios de arquitectura civil da cidade, em estilo barroco joanino.
Na fachada sobressai a exuberância da decoração, desde logo da porta central ricamente trabalhada e também das 11 janelas dividas pelos dois pisos. Os ornatos são assimétricos, dando ao edifício uma dinâmica e um dramatismo que são comuns na obra do arquitecto André Soares.
A obra teve depois uma segunda campanha, nos finais do século XIX, altura em que foram colocados os azulejos que dão o tom azul à fachada, bem como uma porta de vidros coloridos que separa o átrio da caixa de escadas. É desta altura também a pintura dos tectos e da caixa de escadas, atribuída a Pereira Júnior, um artista que trocou Lisboa por Braga, depois de ter pintado também parte da decoração do edifício da Câmara da capital.
 
 





Constitui-se em um palácio, erguido entre 1754-1755 por encomenda de João Duarte de Faria, poderoso comerciante de Braga, com projeto do arquitecto bracarense André Soares.
O imóvel foi vendido em 1853 por José Maria Duarte Peixoto, a Miguel José Raio, visconde de São Lázaro, ficando desde então conhecido como "Palácio do Raio". O visconde, nascido em Braga, fizera fortuna no Brasil. Em 1863, abriu a rua em frente ao palácio, para permitir uma melhor visão da sua casa e poder construir duas habitações para as suas filhas.
Com o seu falecimento, em 1882 os herdeiros venderam o palácio ao Banco do Minho que, por sua vez, o revendeu, no ano seguinte (1883) à Santa Casa de Misericórdia, que nela instalou alguns serviços do Hospital de São Marcos.
Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1956.
 
Atualmente o palácio está devoluto.
No futuro será o Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia de Braga, recebendo espólio da instituição e dos cuidados de saúde na região, para isso vai ser integralmente reabilitado para acolher o núcleo museológico, bem como o acervo documental da instituição.
Do seu acervo farão parte, máquinas e aparelhos usados nos cuidados médicos, bem como outros utensílios dos antigos hospitais. As obras devem começar em abril de 2014. A iniciativa tem um orçamento de 4,2 milhões de euros que vão ser usados na reabilitação integral do edifício.
 
(Fonte Wikipédia).

Estátua de São Longuinhos (Santuário do Bom Jesus do Monte)


Estátua de São Longuinhos:
localiza-se no Santuário do Bom Jesus do Monte, na freguesia de Tenões, na cidade e concelho de Braga, distrito de mesmo nome, em Portugal.
Segundo a crença, São Longuinho foi um dos soldados presentes na crucificação de Jesus Cristo, que depois se converteu. Na tradição popular, o santo é venerado por auxiliar na busca por objetos perdidos.


 
 







Lenda de S. João e do Longuinhos

Pois conta a lenda que, há muito tempo já, vivia nos arredores de Braga, perto do Bom Jesus do Monte, o famoso Longuinhos, senhor abastado e poderoso que mandava em toda a região. Quando Longuinhos passava, cavalgando o seu garboso ginete, os homens intimidavam-se um pouco, e as mulheres — principalmente as raparigas — ficavam a olhá-lo, como que em adoração! E Longuinhos, consciente do seu poder e da sua força, não deixava os créditos por mãos alheias. Como nenhum outro, ele sabia atrair as raparigas. E levava sempre consigo um bando enorme de sorrisos e de esperanças que bastavam para animar qualquer romaria da terra.
Mas — caso singular — embora rodeado e seguido pelas mais lindas raparigas da região, nunca pelo cérebro de Longuinhos passou qualquer pensamento pecaminoso a respeito delas. Por isso era temido e respeitado. E o seu nome evocava apenas confiança, alegria, bailaricos e descantes.
Porém, certo dia, Longuinhos sentiu que o seu coração se alvoraçava. Foi quando conheceu uma jovem camponesa, tão bela, tão fresca que dir-se-ia uma flor campestre beijada pelo Sol. Chamava-se Rosinha, e nunca nome algum fora tão bem posto a alguém. Longuinhos sentia que o seu pensamento estava irremediavelmente preso à encantadora imagem que o seu coração guardava como precioso tesouro.
Depois de hesitar algum tempo, tratou de saber quem era o pai de Rosinha. Fácil lhe foi descobri-lo. Era Pedro, um velho lavrador de modos rudes, quase boçais. Longuinhos procurou-o certa manhã. O primeiro contacto tornou-se um tanto difícil; mas depois, posto ao corrente das intenções de Longuinhos, foi com verdadeiro júbilo que o velho Pedro ouviu da boca de homem tão poderoso uma frase que testemunhava o mais vivo interesse pela filha dum pobre lavrador:
— Pois, senhor Pedro, fique sabendo que eu gosto muito de sua filha!
Todavia, rude e matreiro, o velho resolveu esconder a alegria que o tomava de assalto, para tentar um pequeno golpe.
Franziu as sobrancelhas dum modo quase teatral, e respondeu secamente depois de alguns segundos de silêncio:
— Quem manda na minha filha sou eu! Ela casará com quem eu quiser! Que me importa que goste dela? Ela é minha filha!
Um tanto desnorteado, Longuinhos atacou de novo:
— Senhor Pedro... Eu bem sei que o senhor é quem manda na Rosinha... Por isso mesmo vim falar consigo. Já me conhece com certeza... Sabe como eu sou rico... Posso fazê-la muito feliz!
Um esgar de desdém foi a reacção do velho. Depois, numa voz onde traía um pouco da sua inquietude, o velho tornou:
— Quer levá-la, não é? E eu? Fico para aqui abandonado como um traste velho, não?...
Longuinhos apressou-se a dizer:
— Que ideia! Dar-lhe-ei também, a si, o dinheiro suficiente para viver sem privações.
O velho não disse palavra, mas um clarão de alegria iluminou-lhe o rosto. Sentindo que o velho Pedro estava de antemão conquistado, Longuinhos pediu-lhe com veemência:
— Faça quanto puder para a convencer! Acredite que nunca mulher alguma me interessou até hoje para minha esposa... Só ela!
Então, o velho colocou a mão no braço de Longuinhos e declarou:
— Esteja descansado! A Rosinha só fará o que eu lhe mandar. E quanto a nós... enfim, creio que nos entenderemos...
Um sorriso largo selou esse pacto de aliança. Contudo, quando uma hora mais tarde o velho Pedro chamou a filha e a pôs ao corrente da situação, esta olhou-o alarmada.
— Mas isso não pode ser, meu pai! Bem sabe que não pode ser!
Ele gritou-lhe:
— Cala-te! É preciso que não voltes as costas à fortuna!
Ela torceu as mãos no avental.
— Mas bem sabe que eu...
O pai interrompeu-a furioso:
— Então não compreendes, filha, que me estás a arruinar com a tua recusa?
As lágrimas subiram aos olhos de Rosinha, enquanto um queixume lhe subia aos lábios.
— Oh, meu pai! Eu quero que me desculpe, mas não posso... Não devo aceitar a proposta do senhor Longuinhos... O meu coração já o dei...
O velho Pedro desfechou um murro na tosca mesa de jantar.
— Cala-te! Não quero ouvir as tuas lamentações! Que me interessa o teu coração?... Prometi ao senhor Longuinhos que havias de ser sua mulher, e hás-de sê-lo!...
A resposta de Rosinha chegou tímida, mas pronta:
— Só depois de morta, meu pai!
O velho olhou a filha de frente. Uma crispação estranha mudava-lhe as feições e punha na sua voz o tom desesperado da cólera mal contida.
— Filha ingrata! Eu que te tratei com tanto amor, tanto carinho! Pensei que serias sempre a minha protecção, a minha ajuda! E agora que podias salvar o teu pai da miséria… agora que me poderias auxiliar pela primeira vez… queres voltar-me as costas, abandonar-me... só por causa duma jura que fizeste?!
As lágrimas, que teimosamente assomavam aos olhos de Rosinha, desfilaram silenciosamente pelo seu rosto aveludado. Mas o velho Pedro, que detestava silêncios e lágrimas, repetia furioso:
— Achas bem, não é assim?... Valho menos que uma jura?...
Então Rosinha compreendeu que era necessário falar, tentar qualquer coisa pelo seu amor, e declarou submissa:
— O pai bem sabe que foi com o seu consentimento que jurei no Bom Jesus que casaria com o Artur!
Um berro fez estremecer a rapariga:
— Pois quebra a jura, já te disse! Sou eu que mando! És minha filha e tens de obedecer-me! Nem que tenha de levar-te de rastos, terás de acompanhar o senhor Longuinhos ao altar...
Ela tentou um derradeiro apelo:
— Meu pai... eu gosto do Artur...
— Cala-te! Se não queres ser responsável pela minha miséria... obedece-me!
Rosinha baixou a cabeça. Um desespero enorme abafou-lhe a garganta. Sentiu-se de súbito como que perdida e supreendeu-se a murmurar:
— Faça-se a sua vontade, meu pai.

Durante noites e dias, Rosinha chorou perdidamente. Artur andava longe, não sabia o que estava acontecendo. E ela sentia-se à beira do abismo. Como fugir à vontade implacável de seu pai? Devia-lhe obediência. Portanto, se ele a obrigasse, não teria outro remédio senão casar com um homem a quem não amava!
Nesse mesmo instante, os seus olhos chorosos apegaram-se a uma velha imagem de S. João. O seu coração bateu mais apressado. Oh! Se ele quisesse!... Um raio de esperança iluminou-lhe o rosto. Caiu de joelhos frente à imagem e implorou:
— Oh meu bom, meu querido S. João, salva-me, por favor! Faz um dos teus milagres, S. João! Ficar-te-ei eternamente grata! Eu já não tenho forças para lutar!... E como posso eu opor-me aos desejos daquele que é meu pai?... S. João, se eu tiver de casar com outro que não seja o Artur, perdoa-me, meu Santinho que falte ao juramento que fiz! Bem sabes que não tenho culpa! Mas se tu quiseres... certamente poderás resolver tudo, meu S. João...
Rosinha calou-se. Os soluços não a deixaram continuar a prece. E teve a sensação de que escutava uma voz distante, vaga mas muito terna, que lhe dizia:
— Descansa, minha filha... Eu velarei por ti! Eu conseguirei que não faltes ao juramento que fizeste.
Surpreendida, Rosinha ergueu a cabeça. Seria possível tamanho milagre?... Não seria antes uma alucinação dos seus sentidos?...

Entretanto, segundo conta a lenda, o senhor Longuinhos, num dos momentos de meditação a que se entregava frequentemente no intervalo dos folguedos, teve também uma curiosa e estranha visão: um vulto vinha ao seu encontro e falava-lhe numa voz que não parecia deste mundo:
— Longuinhos! Já não estou satisfeito contigo! Tu que eras bom, que eras justo, queres agora estragar a felicidade dos outros?...
Atarantado, Longuinhos perguntou:
— Mas quem me fala?... De quem é esta voz?...
Serenamente a voz tornou:
— Pois não me conheces? Sou S. João, Longuinhos... O teu santo predilecto, como tu costumas dizer!
Longuinhos caiu de joelhos, tartamudeando:
— Pois será possível?... Oh, meu S. João! Meu S. João!... Será possível?
— Sim, é possível. E estou aqui para te dizer que não acho bem que procedas como ultimamente. A Rosinha gosta do Artur, pode e deve ser feliz com ele... Para que a queres tu desgraçar?
Cada vez mais embaraçado, Longuinhos levou as mãos ao rosto. As palavras do santo continuavam a ressoar-lhe aos ouvidos, numa recriminação que o atormentava. A situação apareceu-lhe clara e ele acabou por compreendê-la. E, num assomo de remorso, murmurou:
— Perdoa, meu S. João! Tenho sido um louco! Eu próprio hei-de ser o padrinho do casamento deles!
Então a voz do santo tornou, serena e amiga:
— Ora aí está uma boa acção que eu louvo e agradeço!...
Longuinhos sorriu. Sorriu contente consigo mesmo. S. João, o seu santo predilecto, continuaria a ser seu amigo! Já seria um bem demasiadamente grande. Quanto ao resto... faria por esquecer!
E, assim, conta ainda a lenda que Longuinhos não mais descansou enquanto Rosinha e Artur não casaram, apesar da contrariedade do senhor Pedro. E diz-se também que, ainda hoje, em certas aldeias do Norte, na procissão de S. João, há um par de noivos simbolizando a Rosinha e o Artur.
Fonte Biblio MARQUES, Gentil Lendas de Portugal Lisboa, Círculo de Leitores, 1997 [1962] , p.Volume IV, pp. 27-30

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Braga - Capela de Nossa Senhora da Conceição (Casa dos Coimbras)


Capela dos Coimbras / Capela do Senhor Morto

Edificada cerca de 1525, a Capela da Nossa Senhora da Conceição integra o conjunto da Casa dos Coimbras, tendo sido construída como capela deste palacete. A designada Casa dos Coimbras servia, em meados do século XV, de residência a eclesiásticos, tendo sido adquirida em 1505 por D. João de Coimbra, provisor da Mitra de Braga.
Foi D. João de Coimbra que no final do primeiro quartel do século XVI contratou mestres biscainhos, que à época trabalhavam em Braga, para edificarem o templo privativo da sua casa. A capela, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, apresenta um modelo de "igreja-torre", com planta quadrada, numa tipologia derivada dos modelos castilhianos.
A fachada, edificada como um torreão, divide-se em dois registos distintos, o primeiro correspondente ao portal, antecedido por galilé, o segundo com janelas maineladas e esculturas em relevo na silharia da torre. O programa decorativo da fachada, que abrange tanto os relevos do portal como as figuras que ornamentam a torre, é atribuído a Filipe Odarte (SERRÃO, Vítor, 2002, p. 154).
O espaço interior é coberto por abóbada de nervuras decorada por florões e pedra de armas. O altar-mor apresenta esculturas inseridas em nichos, enquadradas por figuras mais pequenas em mísulas com baldaquinos. Este conjunto é atribuído a João de Ruão, sendo identificada como uma obra da sua primeira fase de trabalho.
Junto ao altar, inserido num arcosólio com as armas de D. João de Coimbra, foi edificado um conjunto escultórico com a Deposição no túmulo , também atribuído ao escultor João de Ruão, pela semelhança que apresenta com algumas das suas obras, embora seja de uma fase posterior. As paredes laterais da capela são revestidas por painéis de azulejos com temas da Criação do Mundo.
Catarina Oliveira
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Interior da Capela